domingo, 5 de fevereiro de 2012

TU, contra TODOS

Ainda com as mãos queimadas faço, tento fazer, o que há muito quero e só agora consigo.
Um curto álbum de um grande criador,chegou e a "inspiração" surgiu. Se calhar já havia bastante, apenas não o suficiente para imprimir.

Começo à procura de um Mundo,um novo Mundo, devido à(s) ridícula(s) e incompreensível(eis) tentativa(s) de adaptação ao actual, triste, adormecido, maltratado, espezinhado, humilhado, desrespeitado, poluído e assassinado mundo. Ao mesmo tempo as dúvidas por vezes adormecidas e intermináveis sobre o contributo para o derramamento de sangue sem fim deste mundo ou, talvez, as tentativas falhadas, frustrantes e impotentes de o salvar, de combater com ele e não contra ele.
Quero salvá-lo, fazer mais, não desistir, mas ... Mas vejo que cada um que nasce é ensinado a odiá-lo e não a respeitá-lo; que pode escolher entre amá-lo ou ignorar os berros arrepiantes do seu sofrimento e escolhe sempre matá-lo. Porquê?
Já não culpo a sociedade, já não culpo as influências ou até mesmo as condições de vida. Culpo as pessoas, culpo o Homem, culpo este otário, ignorante e arrogante ser, que se assume superior e especicista em relação a todas as outras formas de vida existentes e até mesmo à sua! Culpo, sei de quem é a culpa, sei que és tu. Pergunto outra vez, porque é que és assim? Será que já não há esperança para ti? Se não há para ti, muito menos para este Mundo, muito menos para todos os seres vivos. Vais continuar a ser assim, seu inconsciente assassino compulsivo !? Prefiro acreditar que és inconsciente do que insensível; que queres construir mas sabes destruir... talvez assim ainda haja esperança para ti.
Levaste o meu amigo, o meu fiel amigo, que só conhecia o amor. Eu mostrei-lhe a felicidade e tu ...tu mataste-o, sem dó nem piedade, tentaste roubar-lhe todos os sorrisos que ele deu e que ele gerou em seres da tua raça, só para poderes continuar com a tua destruição e com a destruição de tudo e todos. Mas quem é que julgas que és !? Não penses que ganhaste, nem que tiveste em algum segundo perto disso. Eu sei que ele foi feliz, mesmo sem me ter despedido dele, eu sei!
Já não sei o que fazer. Pára!
Condenas-me a uma vida que desta forma não quero. Enches-me o coração de raiva e ódio, tentas converter-me em ti. Desiste! Nunca o conseguirás e este nunca, eu garanto-te que o direi sempre.

Encontrei alguém, alguém que tem em mim o efeito oposto da tua gananciosa e cega influência. Ela dá-me amor, dá-me esperança, faz-me sentir útil e capaz de salvar o Mundo, o mesmo Mundo que tu condenas constantemente, o Mundo no qual és o carrasco e o juiz deste massacre sem fim.
Nela encontro as respostas a todas as dúvidas, o suporte que te rouba as bases.
Vou continuar a salvá-lo de ti, com ela e com toda a força do grito interior que o meu ser emana. Não o ouves? Não me ouves? Ou tens medo de me ouvir?
"Esforço-me por descobrir a forma de fugir à norma de ser o monstro que a vida nos torna.".
No final Homem, tu perderás. Ele não terá piedade de ti.