sexta-feira, 9 de abril de 2010

Boa sorte caro estudante !

O carácter de um individuo é revelado pelo seu cargo profissional, a sua faixa-etária,zona de habitação, pelas suas experiências empíricas, e pelas suas companhias.
A história que se segue - para muitos mais uma, para outros uma lição de vida - baseia-se em factos reais da vida de um estudante que, pela definição a cima referida pouco carácter tinha.

Em Portugal, pode-se trabalhar com apenas 16 anos de idade. Sendo Ele menor de idade, e chegando o Verão, decidiu procurar alguma independência enfrentado o desafio de começar a trabalhar a part-time com crianças,sendo monitor em festas de aniversários, e obviamente remunerado pelo cargo.
O empenho e o esforço resultaram numa pequena amostra do que pode ser o mercado de trabalho, numa abertura de novas perspectivas,e numa demonstração de capacidades para um trabalho que embora engraçado e diferente , exigente era e muita atenção requeria.
Findado o Verão. começam as aulas em Setembro, e apesar da ausência do sucesso escolar, notória era a presença do profissionalismo e dedicação na emprego.
Primavera, Abril. No final do mês, faz 17 anos. Está a crescer!
Toda a vida foi julgado maioritariamente pela sua aparência física e idade, e não pelas suas atitudes, ideologias e comportamentos. Os que o conseguiram assim ver, seus amigos ficaram.
Uma semana antes de completar 17 anos, recebe um telefonema da empresa onde é referido que em sequência de uma reunião interna da Loja, a empresa só está a aceitar trabalhadores com 17 anos de idade.
Como pouco faltava para tal, muito ele não se preocupou. Quatro dias antes de atingir mais uma etapa na sua vida, ligam novamente da empresa e em sequência e consequência de mais uma reunião de directores, só serão naquele local de trabalho admitidos trabalhadores com 18 anos. Ora, dito isto estava obviamente impossibilitado de trabalhar. O seu pequeno esforço para alcançar alguma independência monetária, o trabalho que começara a gostar cada dia mais, as lembranças da sua infância recordadas em cada aniversário que fizera, de súbito se começaram a desvanecer.
Aquando o desligar do telefone, cresce exponencialmente dentro dele um sentimento de traição, revolta e injustiça. Para quê dedicar-se tanto a um trabalho que como se veio a confirmar pelos colegas que o apoiaram desde o início ao fim, quer pelos pais de todas as crianças que ali comemoraram o mais um aniversário de infãncia, só ele dava importância? Porquê realizar bem as suas tarefas, não ter uma única queixa de trabalho, apenas boas opiniões do seu trabalho, se passados 9 meses os seus respeitosos patrões se lembram que menor ele ainda é, e que esse lamentoso facto era ir contra as regras recentemente estabelacidas?

Depois disto, continuas a achar que deves mostrar demasiado amor à camisola ?
Eu mostrei, e quando me deram com os pés no rabo, de nada me valeu a camisola.

1 comentário:

  1. Valeu por aquilo que és e por quem és.
    Valeu por cada segundo em que cresceste e aprendeste algo mais.
    Valeu por cada acto que construiu algo novo em ti.

    Valeu porque não interessa o que outros pensam de nós no antes ou depois ou segundo as aparências. De nada nos vale a sua des/aprovação.

    Somos livres de construir quem realmente queremos ser, independentemente de vermos resultados imediatos ou não.

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